sexta-feira, 16 de junho de 2017

Arco-íris de fogo, inesperada bênção


Não há coincidências. É minha convicção adquirida pela experiência e reflexão. Reentrei no meu blog hoje, a reboque da resposta a um email (tenho-o na assinatura do meu endereço privado), porque sim... Do tipo, "deixa cá ver o que é que terei lá escrito da última vez". Oops... vai a caminho dos 3 anos essa última vez. Para dizer uma coisa que não cumpri: que ia voltar. Não aconteceu. Talvez para dar mais um bocadinho de espaço às muitas outras coisas que aconteceram fora do mundo virtual. Três anos cheios como um ovo. Estou mais rica, mais forte, mais confiante, mais serena, muito mais acompanhada (ainda). Se calhar, é por tudo isso, que no sábado passado, dia 10, de Portugal e das Comunidades, ao chegar a casa, depois de uma manhã bem feliz, olhei para o céu, e fui abençoada com a visão de um "arco-irís de fogo" (também chamado "arco circunhorizontal"), fenómeno raro, que nunca tinha visto, nem sabia que existia. E o que é? Trata-se da refracção dos raios de sol nos cristais de gelo, que ocorre quando o sol está no alto do céu e a luz passa através de uma nuvem diáfana tipo cirrus de grande altitude feita de cristais hexagonais. A Luz entra na face vertical é refratada, e separada no conjunto das cores visíveis. Quando a face dos cristais está perfeitamente alinhada em paralelo com o solo, o resultado é um espectro brilhante de cores que se parecem com um arco-íris. Aprendi mais uma coisa, a coroar uma manhã cheia de emoções, e ganhei mais um momento espiritualmente marcante. Acho que agora, sim, é bem possível que esteja de volta. Até já.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

domingo, 26 de junho de 2011

Em cena: eu, Olga, me confesso...

Se há quatro meses me dissessem, que viria a fazer um curso de Teatro, podem ter a certeza que "juraria a pés juntos" que estava tudo louco! Mas como bem se sabe "elas caem-nos todas em cima" - elas, as coisas que "somos capazes de jurar" que "nem que a vaca tussa..."
Nããããã, também não era assim, só que nunca me imaginaria a pôr os pés do lado de dentro (já enquanto jornalista palmilhei "muitos bastidores"...).
A verdade é que as voltas da vida levaram-me à ACT-Escola de Actores para uma conversa fantástica com a Patrícia Vasconcelos e Elsa Valentim.
Passadas poucas semanas,"tungas"... lá estava eu a confrontar-me com os meus "mais de 45", num Curso de Iniciação ao Teatro onde se juntou um grupo dentro dessa faixa etária, com vontade de esgravatar nas coisas da vida. Desde Abril até agora, Marta Fernandes, jovem actriz e professora de Teatro, e outras seis aventureiras com "mais de 45" e as mais díspares profissões e experiências fizeram o favor de engrandecer os meus sábados e o meu universo interior - tão mais enriquecido, agora...
Mas acabou-se - por enquanto, pelo menos. Ontem, abrimos a última aula para mostrarmos a alguns dos nossos os exercícios que estavamos a fazer com textos retirados da "Avalanche" (Ana Bola) e de "As Três Irmãs" (Anton Tchekhov). Durante três dias fui Olga, a mais velha do trio moscovita do início do século passado, e tive a alegria de contracenar com a Joana, na pele de Irina, e a Isabel, como Macha. Que delícia!
Quero aqui deixar um imenso obrigada a todas, em particular à Marta, pela paciência, sabedoria, sensibilidade e entusiasmo, e às minhas "irmãs" Joana (com quem passei horas de grande empenho em empatia à roda do texto), e Isabel. Mas não esqueço a Rosário, a Myriam, a Carmo e a Zélia (cuja paixão pelo Teatro a fez viajar todos os fins de semana do Algarve para estas aulas).
Vai fazer-me falta ir a caminho da LX Factory ao sábado cedinho, para aprender retalhos dessa Arte maior. Diverti-me muito, muito, mesmo quando era mais difícil sair "dos meus espartilhos", ou até por isso, afinal.
Finalmente, quero agradecer acima de tudo a um dos meus maiores anjos da guarda que me guiou para este passo...

domingo, 29 de maio de 2011

É realmente uma sorte...

...ter uma família grande com a coragem de se desmultiplicar, mesmo quando os tempos não estão fáceis.
Apresento-vos a Carlota, que nasceu no dia 16 de Maio, às 17:25, no Hospital do SAMS, em Lisboa, com 2700 grs. É a minha segunda sobrinha neta. Na foto podem ver-nos às três: eu a Carlota e a Carolina, a mais velha.
Tal como a irmã, pertence à quarta geração dos Sousas, por isso só pode ser "muito prá frente". Quando um bebé nasce, e sobretudo se é do nosso sangue, (re)abre-se todo um mundo de esperança, fé, alegria... vontade de vencer. E tê-la nos braços, com apenas um dia de vida, é um privilégio e uma enorme alegria. Dá vontade de não largar... Estou tããooo orgulhosa da minha família!

domingo, 8 de maio de 2011

Orgulho sem preconceito



É verdade que esperei até aos 50 anos para ter um afilhado de baptismo, mas não é menos verdade que chegada a hora me saiu um verdadeiramente cinco estrelas: o Manuel, meu oitavo sobrinho, é um "pintarolas do caraças", é "pachola" mas não se dá às primeiras, observa atento, vai cedendo uns sorrisos, distribui olhares cúmplices quando lhe apetece, franze a testa por vezes como quem tenta perceber a multiplicidade de comunicações com que tentamos chegar a ele, e quando decide (sim, quando decide) desata num "palreio" desenfreado, e não há quem consiga acompanhá-lo... A juntar a isto, aos quase sete meses é tal e qual "um bebé Nestlé", ou não é?!

Passos e abraços...

Hoje foi bem divertido! Domingo, 07:30 da manhã, levanto-me para uma caminhada muito diferente: uma hora mais tarde junto-me à equipa do meu Clube - o Holmes Place Quinta da Fonte -, e vestidos a rigor, das t-shirts aos sorrisos, lá fomos para a Praia da Torre onde às dez se deu início aos "10.000 passos" na marginal, dali até Caxias e volta - uma iniciativa da Câmara de Oeiras. Fomos muitos num mar de gente, e o Sol sempre presente... No palco montado junto à Carruagem, a manhã terminou com uma aula de dança a um ritmo tal que decidi acompanhar apenas com o clic da minha máquina fotográfica... Fui estreante e gostei! Um beijinho à Isabel da equipa HP que me desafiou, estimulou e me trata sempre com tanto carinho.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Tásse... Faz sentido?!"

Dizias-me há dez dias: "Eu vou ficar boa para [...] para ir contigo à praia." Foste-te embora na sexta-feira Santa e ficaste bem melhor, querida. Ontem, domingo de Páscoa, renasceste. E hoje, Bélinha, esticamo-nos na areia e demos o primeiro mergulho deste ano, aqui em S. Pedro, sob um Sol suave...
Estivemos envolvidas nas boas energias da Natureza que tu tanto amavas e defendias, no mesmo dia em que te vamos fazer uma homenagem muito especial...
E no Dia da Liberdade... "faz sentido" ?! (roubo-te a interrogação retórica...) Faz sentido, claro, porque tu regeste os teus dias por padrões de justiça e de solidariedade. Rezinguenta que se farta, mas um dos maiores corações que eu já conheci na vida...
Eras tão inconformista na vontade de assistir a um mundo melhor que, contava ontem a tua mãe, quinta-feira no hospital proclamavas que "os enfermeiros deviam ser mais bem pagos", e dois dias depois estavamos entre amigos a recordar a tua "vocação de casamenteira"... Eis duas faces da tua forma de estar na vida: a reivindicar e a fazer os outros felizes.
Fizeste do amor ao próximo a tua maior bandeira!
Vamos todos continuar essa tua caminhada, querida.
Deixaste muitas sementes!
Andei louca à procura de uma fotografia que te tirei na praia do Meco há mais de uma dúzia de anos, mas... estas memórias têm que ser mais bem arrumadas :-(. Resolvi, então, publicar esta que data de 8 de Janeiro deste ano - gostavas pouco do olhar da máquina, mesmo assim ilustraste um "tásse" de surfista que te era tão característico. Foi mesmo "à bocadinho"...
Querida Bélinha, obrigada! Até já.