domingo, 11 de abril de 2010

Abril, carícias mil :-)

Sol... mar... praia... calor... suave brisa... tudo em Abril e tudo na baía dos primeiros anos da minha primeira infância em S. Martinho do Porto. [Na água gelada o meu corpo sentiu-se contente e o espírito também,tanto!] Já desapareceram algumas das mais importantes referências, mas ainda há aqui muitas coisas que me fazem bem à alma e me aquecem o coração. A dois dias de enfrentar mais uma dura batalha... era disto que precisava. Obrigada...

sábado, 10 de abril de 2010

Apesar de tudo...

... S. Martinho do Porto conserva a mesma luz, mas deram cabo disto tudo. Até há 44 anos passava aqui os Verões, regressei há 15 e a "minha" casa ainda aqui estava, tomava-se banho na baía, não era preciso dar a volta acima do miradouro para ir ao cais, iamos directas pela marginal que tinha dois sentidos... Cimento como no Algarve, empregadas que só falam inglês, vivendas lindas todas despedaçadas... Não esperava. Mas a luz é a mesma, sim... Apesar de tudo é bom regressar a S. Martinho onde a vida foi mesmo leve e suave e alegre, com barquilhos de doce de ovos e barracas de praia às riscas.

A minha Maria

A minha mais pequenina sobrinha faz hoje sete meses. Como pode ver-se, apesar da sua tão tenra idade, a Maria é já uma atenta admiradora da tia. Tenho de confessar, contudo, que uma hora antes desta fotografia (tirada anteontem) ela se assustou por me ver sem cabelos e não podia olhar para a minha cara sem desatar num contestatário e sonoro pranto. Depois lá se refez da zanga (ou do susto?) e já se metia comigo, puxava-me a cara, brincava e ria com a simpatia e boa disposição que a caracterizam. Et voilá.

Cá estou de novo

Olááááá... Este ano não começou lá muito bem, tem sido turbulência a mais, muitos acidentes de percurso, muitas complicações de várias ordens. E agora, que estou a enfrentar mais um tremendo desafio, venho dizer-vos que tentarei regressar a este espaço intimista com mais regularidade. Já que tiveram paciência para esperar, espero que sintam vontade para vir aqui de vez enquando saber das minhas voltas e reviravoltas. Obrigada por estarem aí. Até já.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Quando Paris congela os votos de BOM ANO!

Não há frigorífico que chegue à temperatura exterior de Paris nesta estação do ano posso afiançar a quem ainda não tenha experimentado! Vão lá ir passar férias e coloquem uma cervejinha a refrescar no parapeito do quarto do hotel :-).

Bom... olááá! Bom ano! Estou de volta, não porque tenha encontrado o sentido, mas porque tenho muita vontade de prosseguir ao encontro da tranquilidade de espírito, e fazer dos meus dias uma coisa mais suave.

Pois é: Paris foi a cidade encantada onde passei os últimos seis dias de 2009 e os primeiros três de 2010, sempre em maravilhosa cumplicidade com a minha companheira de todas as caminhadas de há 22 anos para cá, a Alda.

Noutra fase das nossas vidas, há uns 15 anos, talvez, recebi dela como presente de Natal a passagem de ano em Paris. Foram quatro dias e uma noite de fim de ano no Champs Elysées inesquecíveis, que me marcaram para a vida.
Agora, no regresso, aproveitámos de novo cada momento até "ao tutano". S. Pedro ajudou-nos dando-nos 3 dias de sol, um de chuva e no resto do tempo um frio de partir os ossos, mas sem chuva :-). Por isso, palmilhámos a pé tudo quanto havia a ver. Conseguímos, enfim, subir ao "céu" da Torre Eiffel (inenarrável), estar a dois metros da Mona Lisa e a um de Van Gogh...

O passeio do Sena que fizemos quando da primeira vez foi trocado pelos passeios nas suas margens, pelo Marais, pelo Pompidou, pela Bastilha, pelo Arco do Triunfo, Champs Elysées, Jardin du Luxemburg, tudinho... Devorámos o Louvre, os Grand et Petit Palais, o Museu d'Orsay, deliciámo-nos com Notre Dame e mergulhámos de novo na Igreja de la Madeleine numa manhã já de 2010 em que recebíamos maravilhadas pequenos flocos de neve nos cabelos.
Em Paris é tudo mágico - para mim. Acima de tudo, acolheu-me numa altura em que estava a precisar (tanto!) de sair... respirar... afastar-me..., por isso estou-lhe muito grata. Regressei já depois de na Place de la Concorde ao início dos Champs Elysées ter trocado um abraço grande com a Alda com os votos de bom ano, ter bebido um golo de champagne (do genuíno), comido lentamente cada uma das doze passas (portuguesas) saboreando cada desejo formulado com toda a força da minha alma.

Deixo-vos hoje com a enorme vontade de fazer a vida devagarinho, saboreá-la em harmonia, não perder mais tanto tempo, e voltar a acreditar...

As fotos:
Há tantas imagens do Sena..., esta é uma das minhas...


Iluminadas pelo esplendor dos Champs Elysées na passagem de 2009 para 2010!


Chegar à Mona Lisa (Louvre) é uma aventura, olhá-la ali mesmo... é uma emoção


Pelas ruas ao sabor dos encantos...


Vincent Van Gogh (Palais d'Orsay)


Arco do Triunfo visto da Torre Eiffel

Até já, pois então!

sábado, 3 de outubro de 2009

Sirva-se à temperatura ambiente...

Portugal a Quente e Frio (com chancela da Livros d'Hoje) é para ler enquanto temos Verão no Verão e Inverno no Inverno senão depois não percebemos nada do que está a passar-se. Trata-se então de um livro que aborda as alterações climáticas no nosso país. Escrito a quatro mãos parece ser reflexo de um casamento perfeito dos talentos de Filomena Naves (Diário de Notícias) e Teresa Firmino (Público), jornalistas habituadas aos escritos sobre ciências. O lançamento foi dia 1 na Casa do Alentejo, às Portas de Santo Antão. Cá para mim estou particularmente contente pois tenho uma enorme admiração e genuíno carinho pela minha querida cunhadinha Mena, o seu petit nom. Eu sei que para ela foi muito entusiasmante mas também difícil escrever este livro - encaixado no jornalismo dos dias, na família, e nos outros eteceteras todos que terminam nos níveis de responsabilidade e de exigência. Para ela, o meu sorriso orgulhoso de parabéns! (Ah! Se quiserem eu arranjo os autógrafos, primeiro têm é que ir comprar, vá...)