domingo, 9 de agosto de 2009

"Façam o favor de ser felizes..."

Se há coisa extraordinária no Raul Solnado é a vida enorme em que ele transformou cada tempo dos seus quase 80 anos. Que essa seja a grande lição que ele nos deixou: aproveitar cada segundo e bebê-lo até à última gota. Obrigada por isso, Raul, e obrigada também pelo desejo sempre manifesto: "Façam o favor de ser felizes."

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pedras no caminho?

A minha mãe enviou-me isto que aqui vos deixo, sem comentários.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte

Ah, minha rica menina...

"Sarinha..." - "Hã?!?" - "Sarinha! Querida..." - "Hã?! Ah, tia... sim, diz...". Ela é assim, anda sempre "na Lua", melhor dizendo... vive lá :-).

Há três anos, encheu uma mala de determinação, coragem, vontade de trabalhar muito e foi fazer pela vida. Agora, ei-la formada em Animation Production (que é como quem diz, Desenhos Animados) pela Universidade The Arts Institute at Bournemouth, no Sul de Inglaterra. A "investidura" foi no dia 26 de Junho, pelas 13:30, na abadia de Winborne (diz a mãe dela: "uma vila inglesa com uma casinhas todas floridas, a cerca de 30 quilómetros da universidade. [...] Agora começa a luta).

Pois é... Entretanto, vejam o alvo do meu orgulho (vai de foto, já que não consegui colocar o vídeo). Vai fazer maravilhas e ser tãããooo feliz...!!!

domingo, 14 de junho de 2009

Não fui embora...

Sim, é verdade, estive um mês sem dar notícias, mas eis-me de regresso. Andei numa "roda viva" entre Algarve, Porto e Açores. Digo-vos que nunca vi tantas vacas em toda a minha vida, como em S. Miguel. Para fotografar este vitelo ia metendo "a pata" num monte de... adivinhem...
... mas uma boa alma alertou-me a tempo, e se antes tinha estado a ver água a ferver vinda das entranhas da terra, nas Furnas...
... onde bebi água da fonte cheinha de ferro (agora é que vou mesmo ficar ferrugenta)...

... mais à frente, deparei-me... ohhhhh... com uma baleia feita de rocha, ora vejam...

No dia seguinte... observem só a perninha... não é o máximo? O Bruno ficou fascinado...
... e eu fico encantada de cada vez que olho a imagem que se segue... reparem bem...

E para fechar por hoje, o "bilhete-postal" tirado na Lagoa das Sete Cidades a provar que estive lá - em pose sugerida pela senhora dos óculos escuros. A ver se agora não demoro tanto tempo a voltar aqui...

Beijinhos & abraços

sábado, 16 de maio de 2009

Viva o Dr. Biólogo!

Se há coisa boa nesta vida é quando temos razões para sentir orgulho por aqueles de quem gostamos. É assim como que um balão a crescer devagarinho e suavemente cá dentro, que repuxa os cantos dos lábios e nos põe a sorrir com ar de palermas. Foi no dia 7 de Maio, aí pelas 19:00, mais coisa, menos coisa, que ao "Dr. Fernando Sousa" (sic) foi entregue o Prémio Bolsa de Investigação, no âmbito das Conferências do Estoril, pelo seu projecto “Segurança alimentar e comércio mundial – o caso da monocultura de cajú na Guiné-Bissau”. À cerimónia assistiram a mãe e as tias (para quem até parece que o jovem biólogo está a olhar). Maravilhoso sobrinhão! Lá vai ele outra vez ter com os chimpazés e eu cheia de inveja (da boa).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Aqui "com os meus botões"

- Eh pá... quem é vivo sempre aparece... Por onde tens andado?
- Pois que não sei bem... por aí... à toa... à procura...
- ... De quê?
- Das cores da vida.
- Oops... isso está pior do que eu pensava, a dar-te prá "fisolofia"...
- (sorriso cabisbaixo) Nada disso, já sabes que gosto de metáforas, na dose certa... E, sabes? Tem havido momentos em que consigo vislumbrar alguns daqueles tons suaves...
- Tipo quê?
- (Sento-me devagar no sofá do escritório e atiro) Redescobrir o prazer de ir beber cheia de vontade à fonte de pessoas muito interessantes ou de outras de quem já tinha saudades. Isto é: voltar, devagar, a achar que talvez valha realmente a pena...
- Vai-te lixar com essa conversa da treta, trata mas é de "meter a mão na massa", que a vida é agora, e daqui a minutos já era...
- Acho-te graça! Depois eu é que filosofo, não é?! :-).
(Faço uma pausa, acomodo-me melhor, entrelaço os dedos das mãos, reviro-os e obrigo-os a estalar, estico as pernas, olho fixamente pra lado nenhum e digo devagar...)
- Dou-te um exemplo: tenho tido contacto com uma pessoa nova que - por vias diferentes - me traz suavidade e injecta confiança. Após um jantar "assim", delicado, mandou-me um texto por email. Tenho que reproduzir uma parte:
" [...] Nos primeiros anos da faculdade tive um pequeno jardim à frente da minha casa em Filadélfia. Eu não era grande jardineiro, além de que costumava viajar no Verão, de maneira que as minhas plantas muitas vezes murchavam e quase morriam. Mas o que me surpreendeu em relação às plantas foi que, desde que não estivessem completamente mortas, voltavam à vida na sua forma mais gloriosa se lhes fossem proporcionadas as condições ideais. Não é possível curar uma planta; tudo o que podemos fazer é dar-lhe as condições de vida ideais - água, sol e terra - e esperar. [...] O amor e o trabalho são para as pessoas equivalentes óbvios da água e do sol para as plantas. Diz-se que quando perguntaram a Freud o que uma pessoa normal devia fazer para estar bem ele teria respondido amar e trabalhar. Se a terapia puder ajudar as pessoas a fazer bem essas duas coisas, conseguiu os seus objectivos. Na famosa hierarquia de necessidades de Maslow, depois de as pessoas satisfazerem as suas necessidades físicas (como as de alimento e de segurança), passam às necessidades de amor e de amor-próprio, que resulta sobretudo do trabalho. Ainda antes de Freud, Leão Tolstoi escreveu: "Podemos viver de forma magnificente neste mundo, se soubermos trabalhar e amar, trabalhar para a pessoa que amamos e amar o nosso trabalho".
The Hapiness Hypothesis, Jonathan Haidt
- Boommm... tu estás "a dar-lhe" :-)...
- Vai "encher-te de pulgas" :-)... A minha caminha espera-me, estou cheia de sono e cansada. Estive as últimas horas a beber experiências lindas e "retratos" fantásticos. Um encontro de trabalho feito com amor.

sábado, 28 de março de 2009

Um olá... à Primavera


Estava para aqui a pensar que isto dos blogues só tem piada quando cá pomos posts com alguma regularidade e, claro, quando eles são lidos e comentados. Vim ver, e a coisa não mexeu nem de um lado, nem do outro nos últimos quase 15 dias. Por isso, só em jeito de "burra e persistente" vim dar um "olá à Primavera" (re)nascida no dia 20. A foto, fui eu quem tirou, numa das mais recentes idas ao Algarve em trabalho - quando estamos sozinhos dedicamo-nos "à pesca", que é como quem diz a tirar fotografias, também...